2014 | Samba Mesmo

Aos 75 anos de idade, recém completados em fevereiro, e 55 de carreira, Jair Rodrigues é uma verdadeira força da natureza e não pensa em parar: “A gente só para quando Deus leva. E eu converso sempre com Ele pra me deixar ainda bastante tempo por aqui”. A julgar por seu novo projeto, muita coisa boa ainda está por vir. Dirigido e produzido pelo filho, o músico e compositor Jair Oliveira, SAMBA MESMO está sendo editado em 2 CDs (volumes 1 e 2), repletos de clássicos da música brasileira que Jair nunca havia gravado. O projeto foi realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Programa de Ação Cultural.

“O nome SAMBA MESMO ficou porque toda vez que o Jairzinho vinha me mostrar uma música e eu gostava, eu dizia: ‘essa é samba, mesmo’. Aí, pegou”, conta Jair, orgulhoso do resultado e do trabalho em parceria. “Eu e Jairzinho mergulhamos de cabeça nos clássicos da MPB para escolher essas   músicas. Decidimos que só entrariam composições que eu nunca tinha gravado. Difícil foi selecionar só 26”.

Abrindo o Volume 1, Jair Rodrigues canta “Fita Amarela”, de Noel Rosa. E fecha com Lupicínio Rodrigues, interpretando “Esses Moços”. O repertório enfileira pérolas de Ataulfo Alves (Na Cadência do Samba); Nelson Cavaquinho (Luz Negra); Ary Barroso e Lamartine Babo (No Rancho Fundo), e muitos outros. Na gravação de “No Rancho Fundo”, Jair Rodrigues é acompanhado pelos dois filhos, Jair e a cantora Luciana Mello. “Serenata”, de Vicente Celestino, outro clássico do Volume 1, é uma homenagem a um grande ídolo de Jair: “Sempre reverenciei Vicente Celestino. Ouvia tudo quando era garoto. O ritmo que eu mais gosto de cantar é o samba, mas sempre gostei de diversificar”.

No Volume 2, Agostinho dos Santos, outro ídolo de Jair, é lembrado na interpretação à capela da música “Eu Não Existo Sem Você”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Diz Jair:” Eu gostava muito quando o Agostinho cantava essa música, então, resolvi cantar só na voz, sem acompanhamento algum”. Outra surpresa que o Volume 2 nos traz é “Tortura de Amor”, de Waldick Soriano: “Quando falei para as pessoas que ia gravar Waldick, todos achavam que seria “Eu Não Sou Cachorro Não”. Waldick não é só isso,    “Tortura de Amor” é linda”.

SAMBA MESMO tem também 3 faixas inéditas: “Se você Deixar”, do baiano Roque Ferreira; “Todos os Sentidos”, de Martinho da Vila (no Volume 1) e “Força da Natureza” (Volume 2), do próprio Jair Rodrigues com Carlos Odilon e Orlando Marques.